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Itaipu doa novos equipamentos tecnológicos à Polícia Federal e reforça combate ao crime organizado na fronteira
Entrega faz parte do convênio Áspide Tecnológico, que já viabilizou mais de 250 operações e prejuízo aproximado de R$ 140 milhões aos criminosos
27/02/2026 14h56 Atualizada há 4 horas
Por: Redação Fonte: Itaipu
Fotos: Kiko Sierich./Itaipu Parquetec

A Itaipu entregou, na tarde da quinta-feira (26), novos equipamentos tecnológicos à Polícia Federal. Os investimentos buscam fortalecer as ações de segurança pública e o combate ao crime organizado na região de fronteira. A cerimônia marcou mais uma etapa do convênio Áspide Tecnológico, financiado pela Binacional em parceria com a PF e Itaipu Parquetec. 

Nesta fase do programa, a Itaipu doou cinco drones de curta distância e sete kits de infiltração, ampliando significativamente a capacidade operacional da Polícia Federal em ações de vigilância, monitoramento e repressão a crimes transfronteiriços. Os drones proporcionam visão aérea estratégica para apoio às operações, enquanto os kits de infiltração oferecem infraestrutura essencial para atuação em ambientes de difícil acesso, como áreas de mata e regiões remotas. 

Os kits incluem itens como barracas, cadeiras, mesas, estação de energia e telas para acompanhamento do voo dos drones, permitindo que as equipes permaneçam em campo por longos períodos, inclusive em operações que exigem acampamento e monitoramento contínuo de alvos. 

De acordo com o superintendente regional da Polícia Federal no Paraná, Rivaldo Venâncio, esses equipamentos auxiliam a otimizar a atuação das equipes em campo, possibilitando operações mais precisas no combate aos crimes na fronteira. “Um trabalho que a gente poderia fazer talvez em 12 horas, 14 horas, com o uso de uma ferramenta como os drones podemos fazer em um menor tempo e alcançar uma abrangência muito maior na nossa vigilância”, destacou.

Desde dezembro de 2023 até outubro de 2025, o Áspide Tecnológico viabilizou mais de 250 operações, resultando em um prejuízo estimado de cerca de R$ 140 milhões ao crime organizado. Em menos de dois anos, as ações apoiadas pelos investimentos da Itaipu contribuíram para a apreensão de quase 80 toneladas de drogas e 7 milhões de maços de cigarros, além da retirada de circulação de 31.650 cigarros eletrônicos, 15 armas de fogo e da desativação de uma fábrica clandestina de cigarros no município de Ourinhos (SP).

Segundo o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, o investimento em inteligência para as forças de segurança é parte do papel estratégico da Binacional na sua região de influência. “A entrega desses equipamentos não é um fato isolado, mas faz parte de um projeto muito maior de parceria entre a Polícia Federal e a Itaipu que já ocorre há anos. O Áspide está exatamente dentro desse cenário, nós fortalecemos o trabalho que eles desenvolvem para a segurança das fronteiras e para a segurança do próprio país”, ressaltou. 

Até o momento, dentro do convênio foram aplicados R$ 4 milhões dos quase R$ 23 milhões previstos para o programa até dezembro de 2028, com recursos integralmente destinados à aquisição de tecnologias e soluções estratégicas. Os primeiros equipamentos doados pela Itaipu foram instalados em Foz do Iguaçu, Maringá, Cascavel, Guaíra e Curitiba, no Paraná, além de Naviraí, no Mato Grosso do Sul, ampliando o alcance das ações de fiscalização e repressão em áreas estratégicas de fronteira. 

O Áspide Tecnológico integra um conjunto mais amplo de investimentos da Itaipu na segurança pública da região, que somam cerca de R$ 205 milhões destinados a equipamentos, serviços, pesquisas e ações de inteligência, reafirmando o compromisso da empresa com o desenvolvimento regional e a proteção da sociedade. 

Nesse contexto, o Itaipu Parquetec também tem colaborado com soluções tecnológicas para as forças de segurança. “Estamos desenvolvendo uma plataforma de integração para a Polícia Federal, com a compilação de informações de câmeras e inteligência artificial. Esse sistema vai melhorar muito o prognóstico e facilitar a vida da inteligência humana contra os ilícitos”, explicou o diretor de tecnologias do Itaipu Parquetec, Alexandre Leite. 

“Essa parceria da PF com o Itaipu é fundamental para nos capacitar a criar estrutura de inteligência, principalmente de equipamentos, para poder combater crimes transnacionais que repercutem no Brasil inteiro. Costumamos dizer que a fronteira nos une, ou seja, diante dos desafios, a cooperação entre agências públicas, privadas e diversos entes da Federação é fundamental”, observou o coordenador-geral de Fronteiras da Polícia Federal, Caio Rodrigo Pellim. 


Visita à Cisppa

Além da entrega dos novos equipamentos a agenda institucional incluiu uma visita ao Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental da Fronteira (Cisppa), instalado no Itaipu Parquetec, em Foz do Iguaçu (PR). 

O Cisppa é a evolução do antigo Centro Integrado de Operações de Fronteira (CIOF), estruturado a partir de 2019 por meio de acordo de cooperação entre Itaipu, União e o então Parque Tecnológico de Itaipu (PTI, hoje Itaipu Parquetec), inspirado no modelo internacional dos Fusion Centers. A atual fase institucional do Centro é regulamentada por novo Acordo de Cooperação Técnica, firmado em 2025 entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Itaipu Binacional e o Itaipu Parquetec, com vigência de 60 meses.

Com atuação como hub de integração de informações estratégicas, o Cisppa conecta bases de dados estaduais e federais, permitindo acesso a informações de abrangência nacional que, isoladamente, não estariam disponíveis às instituições. O Centro não conduz operações diretamente, mas presta apoio informacional e analítico contínuo, 24 horas por dia, a órgãos como Polícia Federal, Polícias Civis e Militares, Guardas Municipais e Ministério da Agricultura (MAPA).

Durante a visita, as autoridades conheceram as instalações e o funcionamento do Centro de Comando e Controle (C2), além das áreas de Apoio à Investigação e Inteligência, responsáveis por atividades como checagens em bases nacionais, identificação biométrica, análise de dados em tempo real e suporte direto a operações de segurança, fiscalização e defesa na faixa de fronteira. O Cisppa também apoia programas e operações como Escola Segura, Átria, Hórus, Ágata, Vigifronteira e Guardiões da Fronteira, ampliando a efetividade das ações integradas.

Um dos diferenciais da atual fase do Cisppa é a inclusão explícita da proteção ambiental e territorial em seu escopo, com interfaces diretas com a Itaipu, especialmente em temas relacionados à proteção do reservatório, da vegetação e da infraestrutura crítica. O Centro atua no monitoramento de ameaças ambientais e no apoio informacional às ações de segurança institucional, reforçando a cooperação com áreas como a Segurança Empresarial da Itaipu.