O evento contou com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e do diretor-geral da Itaipu Binacional, Enio Verri. Na ocasião, a Itaipu formalizou sua adesão ao Pacto, ampliando o compromisso institucional com o enfrentamento à violência de gênero.
Durante o ato, Gleisi destacou o papel central do presidente Lula no fortalecimento das políticas voltadas às mulheres. Segundo ela, o tema é tratado como prioridade permanente no governo. “O presidente Lula reconhece toda a luta que nós fazemos e colocou o enfrentamento ao feminicídio como centralidade nas suas ações. Em todos os atos que participo com ele, esse tema está presente”, afirmou.
A ministra também ressaltou a importância de dar visibilidade ao debate e mobilizar a sociedade. “Precisamos usar vozes públicas fortes para que as pessoas vejam que há quem se importe e que não vamos permitir que essa chaga continue na nossa sociedade”, disse.
Gleisi lembrou ainda que os avanços nas políticas para as mulheres têm uma trajetória construída desde os primeiros governos do presidente Lula. “Foi ele quem criou a Secretaria Nacional de Mulheres com status de ministério e iniciou uma série de políticas públicas de enfrentamento à violência, mas também de empoderamento econômico feminino”, destacou.
Ao comentar a adesão da Itaipu ao pacto, a ministra reconheceu o histórico da empresa na promoção de políticas de gênero e elogiou a ampliação dessas iniciativas. “A Itaipu já tem uma trajetória importante nessa área, mas quero saudar a ampliação dessas ações, especialmente no apoio a iniciativas como a Casa da Mulher Brasileira, que faz diferença no acolhimento e proteção das vítimas”, afirmou.
Gleisi também enfatizou que o enfrentamento ao feminicídio exige atuação integrada entre os poderes. “Esse pacto coloca Executivo, Legislativo e Judiciário atuando de forma conjunta. Precisamos de ações coordenadas para garantir mais efetividade no combate à violência contra as mulheres”, explicou.
A ministra destacou ainda medidas emergenciais adotadas pelo governo federal, como mutirões de segurança que resultaram na prisão de milhares de agressores com mandado em aberto, além da criação de um centro nacional de monitoramento voltado à proteção das mulheres e a ampliação do uso de tornozeleiras eletrônicas para agressores.
Apesar dos avanços, Gleisi reforçou que o desafio é estrutural e de longo prazo. “Estamos enfrentando um problema cultural que exige mudança de mentalidade. A violência não pode ser naturalizada. Precisamos investir em educação, conscientização e também no diálogo com os homens, que têm papel fundamental nessa transformação”, afirmou.
Ao final, a ministra reafirmou o compromisso do governo federal com a pauta. “Essa é uma luta contínua. No curto prazo, precisamos evitar novas tragédias. No longo prazo, temos que transformar a cultura da nossa sociedade. E isso só será possível com políticas públicas, mobilização social e compromisso real com a vida das mulheres”, concluiu.