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Mutirão recolhe 13,6 toneladas de lixo do lago do Baixo Iguaçu, em Capitão Leônidas Marques
Parceria entre o Instituto Água e Terra (IAT) e a Associação dos Pescadores do Iguaçu mobilizou mais de 200 voluntários na região Oeste do Paraná. Material recolhido foi separado e destinado para a reciclagem.
14/04/2026 08h09
Por: Redação Fonte: AEN
Mutirão recolhe 136 quilos de lixo do lago do Baixo Iguaçu, em Capitão Leônidas Marques Mutirão recolhe 136 quilos de lixo do lago do Baixo Iguaçu, em Capitão Leônidas Marques Foto: IAT Cascavel

O Instituto Água e Terra (IAT) divulgou nesta segunda-feira (13) o resultado do mutirão de limpeza do lago do Baixo Iguaçu, em Capitão Leônidas Marques, no Oeste do Paraná. Foram recolhidas 13,6 toneladas de resíduos sólidos durante a ação ambiental, realizada no sábado (11), em parceria com a Associação dos Pescadores do Iguaçu – a entidade reúne integrantes dos municípios de Capanema, Realeza e Capitão Leônidas Marques.

A iniciativa buscou retirar o lixo descartado de forma irregular nas margens do lago, como plásticos, garrafas e latas. Houve a participação de mais de 200 pescadores da associação divididos em 14 equipes, com diferentes barcos coletores. Os grupos que mais coletaram resíduos receberam prêmios em dinheiro, de R$ 600, R$ 500 e R$ 300 respectivamente, com recursos oriundos do caixa da associação.

 

Após a força-tarefa, o material foi encaminhado para uma cooperativa de reciclagem, que fará a separação e a destinação adequada. “Com o acúmulo de lixo nas margens, quando ocorre a cheia, a água leva os resíduos para dentro do lago. Consequentemente, ocorre a poluição da água. Por isso incentivamos esse mutirão de limpeza, para conscientizar cada vez mais as pessoas sobre a importância do descarte correto desses resíduos”, explica a chefe do escritório regional do IAT de Cascavel, Marlise Cruz.

Para além da retirada do lixo, a ação promoveu ações de educação ambiental para reforçar a importância da preservação do lago. “O efeito colateral é imediato: a poluição da água diminui a quantidade de peixes e, assim, atrapalha a pesca do local. Por isso, queremos fazer mais eventos como esse, para fortalecer, engajar e conscientizar a população”, ressalta Marlise.

 

No Paraná, o descarte irregular de lixo em rios, lagos e represas é proibido e configurado como crime ambiental. Além de causar graves danos à biodiversidade e comprometer a qualidade da água, os infratores flagrados estão sujeitos a penalidades.

A fiscalização, conduzida pelo próprio IAT e pelo Batalhão de Polícia Ambiental, pode resultar em multas e até mesmo em penas de detenção, conforme estabelece a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).

As denúncias podem ser feitas por meio da ouvidoria do Instituto, dos escritórios regionais ou por meio do Disque Denúncia 181.