“Este projeto é mais do que a organização de um grande evento esportivo. É um passo decisivo para corrigir uma injustiça histórica com as mulheres que construíram o futebol feminino no Brasil com talento, coragem e resistência. Essas atletas abriram caminhos sem apoio e agora recebem o reconhecimento que sempre mereceram. Nosso compromisso é garantir que a Copa de 2027 deixe um legado concreto de igualdade, oportunidades e valorização para todas as mulheres do esporte”, afirmou a relatora.
A competição ocorrerá de 24 de junho a 25 de julho de 2027, em oito cidades: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O projeto define responsabilidades da Administração Pública, da FIFA e demais entidades, além de prever prêmio de R$ 500 mil às jogadoras pioneiras da seleção brasileira.
A proposta reforça a promoção da igualdade de gênero no esporte, combate à violência contra a mulher e ampliação da participação feminina no futebol. Também regulamenta temas como ingressos (inclusive preço dinâmico), meia-entrada conforme a lei, facilitação de vistos, regras trabalhistas específicas para o período do evento e segurança coordenada pela Polícia Federal.
Principais mudanças do substitutivo
A relatora ampliou a premiação para incluir também as atletas da Copa do Mundo de 1991, totalizando 30 jogadoras beneficiadas. O texto incorpora regras de proteção à propriedade intelectual, direitos de mídia e marketing, além de sanções por uso indevido.
Também autoriza ações de patrocínio, promoção de marcas e venda de produtos — inclusive bebidas alcoólicas — em locais oficiais e transmissões do evento.
Por fim, determina que o legado financeiro da Copa seja investido no futebol feminino, incentivando a participação de meninas e mulheres no esporte.