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Com investimento da Itaipu, reforma de armazéns da Conab vai ajudar a reduzir preço do alimento no País

Convênio com o Unops prevê recursos de R$ 55 milhões para modernizar quatro unidades armazenadoras no PR e MS.

Por: Redação Fonte: Assessoria/Itaipu Binacional
28/03/2025 às 09h09 Atualizada em 28/03/2025 às 09h15
Com investimento da Itaipu, reforma de armazéns da Conab vai ajudar a reduzir preço do alimento no País
Crédito: Cristiano Barbosa / Itaipu Binacional

A reforma e a modernização dos armazéns da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vão ajudar a reduzir o preço dos alimentos do País. Essa é a expectativa de dirigentes da Itaipu Binacional que vai investir R$ 55.478.230,00 para melhorar a estocagem dos alimentos em quatro unidades armazenadoras. O convênio foi assinado nesta quarta-feira (26) entre Itaipu, Conab e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops), em uma solenidade em Ponta Grossa (PR).

“A reforma desses armazéns vai repercutir na vida das pessoas com a redução do preço dos alimentos e queda da inflação”, afirmou o diretor-geral brasileiro, Enio Veri. “Também é um investimento muito importante para o agronegócio e, principalmente, para a agricultura familiar, que não tem lugar para guardar a sua produção, porque nem sempre dispõem de armazém.” 

Com os recursos da Itaipu será feito o projeto executivo de infraestrutura de quatro unidades da Conab: em Ponta Grossa, Cambé e Rolândia, no Paraná; e a unidade em Maracaju, no Mato Grosso do Sul. Além do projeto, a unidade de Ponta Grossa terá a execução total das obras. A previsão de entrega é para 2027.

“Ponta Grossa é a maior unidade armazenadora da Conab, com uma capacidade de 420 mil toneladas de grãos, mas estamos utilizando apenas 300 mil toneladas por falta de recursos. Com esse investimento, vamos modernizar todo o maquinário com tecnologia de ponta e melhorar as estruturas de abastecimento”, afirmou o presidente-diretor da Conab, João Edegar Pretto.

Ele comenta que, no passado, a unidade de Ponta Grossa armazenava trigo, mas, há 11 anos, não é possível guardar esse grão. “Depois de 46 anos da construção dessa estrutura, recebemos um investimento tão grande para tornar sua modernização possível”, concluiu.

Caberá a Unops fazer a gestão do projeto destinando os recursos da Itaipu na evolução das obras. “Vamos trabalhar como braço operativo, para que sejam entregues os resultados de todos os projetos no prazo, com administração de risco e com a maior qualidade possível”, resumiu o diretor da Unops no Brasil, Fernando Cotrim Barbieri.

O vice-governador do Paraná, Darci Piana, parabenizou a iniciativa e colocou o governo do Estado à disposição para eventuais parcerias. “Itaipu e Unops se juntaram para fazer a melhoria desses armazéns da Conab. Tudo isso é possível com a união do governo federal, o governo estadual e o municipal também”, afirmou. 

Os investimentos fazem parte do Programa Itaipu Mais que Energia, que alinha a geração de energia com responsabilidade social e ambiental. O Programa abrange 434 municípios do Paraná e do Mato Grosso do Sul, beneficiando milhões de pessoas por meio de investimentos que ultrapassam 3 bilhões de reais.

As ações também contribuem com a realização do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2 sobre “Fome zero e agricultura sustentável”.

Estoque de alimentos

A Conab é uma empresa pública com sede em Brasília, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. Entre suas funções está a de subsidiar o Governo Federal com informações técnicas para embasar tomada de decisão quanto à elaboração de políticas voltadas à agricultura, além de participar de programas voltados a comunidades que estejam em situação de insegurança alimentar e nutricional.

Como estoque público, a Conab tem um papel importante na regulação do preço dos alimentos e auxiliar programas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) do Governo Federal, beneficiando tanto os produtores rurais quanto a população brasileira como um todo.

Essa regulação acontece da seguinte forma: quando o preço do alimento cai, o governo compra do produtor pagando o valor mínimo para que ele não tenha prejuízo. E quando sobe para os consumidores, os estoques públicos colocam o alimento no mercado ajudando a equilibrar o valor.

“Para a agricultura familiar e a agricultura empresarial tem uma importância muito grande porque dá equilíbrio e previsibilidade de safra. E para a população brasileira é garantido um preço mais justo na hora que vai comercializar, ajudando na segurança alimentar e nutricional das famílias”, explicou o diretor de Coordenação da Itaipu, Carlos Caboni.

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