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Nasce 57ª filhote de harpia no Refúgio da Itaipu

Após espera de quatro anos, harpias voltaram a se reproduzir. Outros cinco ovos estão sendo chocados

Por: Redação Fonte: Assessoria/Itaipu Binacional
02/04/2025 às 10h52
Nasce 57ª filhote de harpia no Refúgio da Itaipu
Câmera em recinto registra ninho com casal de aves

Nesta terça (01) o 57º filhote de harpia nascido no Refúgio Biológico Bela Vista (RBV) da Itaipu Binacional completou uma semana de vida. O nascimento do filhote foi comemorado como símbolo da retomada da procriação da espécie na instituição, após quase quatro anos de espera. Outros cinco ovos estão sendo chocados pelos casais de aves e devem nascer entre os meses de abril e maio.

O motivo do aumento da reprodução foi a readequação dos ninhos: em visitas a centros de reprodução de águias na Espanha, a equipe da Itaipu notou que os ninhos eram bem maiores, e resolveu ampliar os ninhos por aqui, o que agradou as harpias do Refúgio, que então fizeram a postura dos ovos.

Novo filhote

O 57º filhote nascido no RBV é o primeiro de um casal de harpias que está junto há cerca de dez anos. Mantido sob cuidados humanos, em ambiente com temperatura e umidade controlados, ele é alimentado quatro vezes por dia; em uma semana, praticamente dobrou de peso: está com 170gr.

“A reprodução em cativeiro é um dos indicativos que atestam a boa saúde dos animais”, explica Marcos Oliveira, biólogo responsável pelo programa de reprodução das harpias na Itaipu. “Hoje pouquíssimas instituições dominam a técnica de procriação desta ave de rapina. Ficamos felizes com este feito porque nosso intuito é que consigamos, nos próximos anos, em parceria com outras instituições, reintroduzir indivíduos em seu ambiente natural, contribuindo com o revigoramento genético da espécie na natureza”, disse.

Contexto

A harpia (Harpia harpyja) está criticamente ameaçada na América do Sul e América Central, tendo sido extinta em alguns locais, principalmente pela perda de habitat, mas também pela caça. “A harpia não vive sem a floresta, ela precisa da floresta preservada para viver, das grandes árvores para fazer seus ninhos”, explica Marcos. “E como ela tem uma média de dois filhotes a cada cinco anos, a taxa de repovoamento da espécie é lenta e baixa”.

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