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Ações da Itaipu na agricultura resultam em mais água para a produção de energia

Eficácia das medidas é atestada por pesquisas realizadas em parceria com a Embrapa, IDR-Paraná, Esalq/USP e Faped

Por: Redação Fonte: Itaipu
25/08/2025 às 11h13
Ações da Itaipu na agricultura resultam em mais água para a produção de energia
Engenheiro agrônomo Hudson Lissoni Leonardo, da Itaipu. Foto: Edino Krug/Itaipu Binacional.

 

Pesquisas realizadas com produtores rurais do Paraná e do Mato Grosso do Sul comprovam que as medidas de conservação de solos promovidas pela Itaipu Binacional em sua área de atuação contribuem para “produzir água” no território, tornando as propriedades mais preparadas para enfrentar as mudanças climáticas e, de quebra, geram mais recursos hídricos para a produção de energia. 

A eficácia dessas medidas é atestada por diversas pesquisas realizadas no âmbito da Ação Integrada de Solo e Água (Aisa), uma parceria entre a Itaipu, Embrapa, IDR-Paraná, Esalq/USP e Faped que busca avaliar os efeitos de boas práticas agropecuárias, como o terraceamento, o sistema de plantio direto com a diversificação de culturas, proteção de nascentes e de remanescentes florestais, comparando com propriedades onde essas técnicas não são aplicadas. 

Atualmente, o programa acompanha propriedades de referência nessas técnicas que somam 41 mil hectares de área plantada. De acordo com o coordenador do programa pela Itaipu, o engenheiro agrônomo Hudson Lissoni Leonardo, essas técnicas têm como resultado, por exemplo, melhores condições de infiltração e drenagem da chuva no solo e, com isso, maior disponibilidade de água para as plantas. 

“Isso faz com que culturas nessas áreas sejam mais resistentes a períodos de seca, proporcionando melhores índices de produtividade e de estabilidade de produção ao longo do tempo. Isso também ocorre em períodos de muita chuva, porque com a correta infiltração e drenagem evita-se a erosão e a perda de nutrientes”, sentenciou. 

Uma das pesquisas apontou, por exemplo, que a infiltração da água no solo chega a ser três vezes maior em uma área com diversificação de cultura na comparação com uma propriedade sem esse tipo de técnica. Já o terraceamento agrícola diminui em aproximadamente 90% os custos do produtor com insumos para repor a perda de nutrientes; e em 85% a perda de solos e de água da área da lavoura. 

Mas a promoção de uma agricultura “produtora de água” não beneficia apenas a produção de alimentos, mas também a de energia. Por isso, a Itaipu, ao longo de sua história, já promoveu a implantação de mais de 116 mil hectares de terraceamento, além de estabelecer uma rede de Assistência Técnica e Extensão Rural que atende a mais de 2.500 famílias de agricultores (número que está expandindo para mais de 7 mil a partir de uma nova parceria recentemente firmada com o PNUD). 

Assim, esses investimentos retornam para a empresa na forma de mais água de qualidade para a geração hidrelétrica (pela conservação dos recursos hídricos na bacia hidrográfica) e mais vida útil para o reservatório (com a diminuição do aporte de sedimentos, nutrientes e micropoluentes).

“A Itaipu comprova na prática que existe uma conexão muito forte entre o meio ambiente, água, produção de alimentos e geração de energia. E, ao atuar nessa conexão, a empresa gera benefícios para o bem-estar das pessoas, com consequências positivas para o enfrentamento das mudanças climáticas”, afirmou o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri. 

Por isso, a atuação socioambiental faz parte da missão e da história da Itaipu, e está alinhada às políticas públicas do governo brasileiro. “Não há geração hidrelétrica que se sustente onde o meio ambiente é degradado. E, como o reservatório da Itaipu está inserido em um dos principais polos de produção de alimentos do País, é imprescindível atuar junto aos produtores rurais para que adotem boas práticas que garantam a sustentabilidade da agricultura, o que é bom para a usina e para toda a sociedade”, acrescentou o diretor de Coordenação, Carlos Carboni.

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Solo e clima

O solo pode funcionar como emissor de gases de efeito estufa e assim contribuir com as mudanças climáticas em situações em que há desmatamento e quando as práticas de manejo são inadequadas. Por exemplo, quando o solo é revolvido e a matéria orgânica fica exposta, isso acelera a sua decomposição e a emissão de CO2 para a atmosfera.

A situação se agrava com chuvas intensas, que provocam erosão, ou durante secas, que reduzem o crescimento das plantas. E isso contribui ainda mais para o efeito estufa, porque o baixo crescimento reduz a captura de carbono da atmosfera que a plantação realizaria se estivesse crescendo normalmente.

Por outro lado, a adoção de práticas adequadas faz com que o solo preste diversos serviços ambientais, tais como: sequestrar e estocar carbono; disponibilizar água para as culturas; e regular a produção de água nas bacias hidrográficas, reduzindo os riscos de enchentes e inundações. 

Dados do Programa Soja Baixo Carbono, da Embrapa, indicam que a adoção de tecnologias sustentáveis pode reduzir em aproximadamente 30% as emissões de gases de efeito estufa (GEE) oriundas do uso do diesel na mecanização e do uso de fertilizantes e agrotóxicos pela agricultura brasileira.

Um estudo em bacias hidrográficas com uso agrícola no oeste do Paraná mostrou que 75% da produção de água do rio são controlados pelo solo. “A adoção das melhores práticas de manejo do solo pode dar escala ao sequestro de carbono na agricultura, fazendo com que ela se torne uma aliada no enfrentamento da crise climática”, acrescentou Hudson Leonardo.

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