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Malária: garimpo ilegal mina ações de controle da doença na Terra Indígena Munduruku

Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Rio Tapajós, do Ministério da Saúde, registrou mais de 3,1 mil casos de malária até setembro de 2024 entre povos indígenas da região

Por: Redação Fonte: Secom
27/12/2024 às 09h22
Malária: garimpo ilegal mina ações de controle da doença na Terra Indígena Munduruku
Ministério da Saúde realiza de modo permanente medidas para prevenção e tratamento, campanhas educativas e ações de controle de vetores - Foto: Casa Civil

A operação de desintrusão na Terra Indígena (TI) Munduruku, promovida pelo Governo Federal, está em curso para evitar que novas áreas sejam abertas pelo garimpo, agravando o desmatamento. Mas o rastro de destruição é só uma das faces do problema. Nas cidades paraenses de Itaituba e Jacareacanga a luta do Ministério da Saúde (MS) contra a malária tem sido intensa e constante.

A região é endêmica para malária. Do público atendido pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Rio Tapajós, sediado em Itaituba, 60% é oriunda da TI Munduruku. De acordo com os dados do DSEI, no ano de 2023, houve o registro de 4.808 casos de malária. De janeiro a setembro de 2024, o número de registros está em 3.142.

Em Jacareacanga, onde está localizada a maior parte da Terra Munduruku, 9.742 casos foram registrados em 2023 e, neste ano, já foram 8.748 casos. Lá, a população residente é de 24 mil pessoas e o número de casos de malária representa mais de um terço desse universo.

De modo permanente, o MS realiza medidas para prevenção e tratamento, a exemplo da realização de diagnósticos e tratamentos, campanhas educativas e ações de controle de vetores. Entre 2019 e 2023 foram realizados mais de 102 mil exames para o diagnóstico de malária no DSEI Rio Tapajós. Entre janeiro e outubro de 2024, foram realizados ainda 18.243 exames para diagnóstico de malária e enviados medicamentos e insumos necessários para o tratamento da doença, em quantidade suficiente para atender à demanda do período.

Contudo, em correlação direta com o garimpo ilegal, o desmatamento e a água parada em inúmeros buracos abertos pelo garimpo servem como criadouros para o mosquito se proliferar. Outro ponto crítico é que garimpeiros infectados, não diagnosticados e tratados, se tornam “reservatórios da doença” — e uma vez picados por mosquitos, acabam perpetuando o ciclo de transmissão para outras pessoas em áreas próximas.

Desde 2023, o MS introduziu um medicamento inovador para o tratamento da malária: a tafenoquina. Não existe vacina contra a malária, mas a doença tem cura e o tratamento é eficaz, simples e gratuito, fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, se não for diagnosticada e tratada de forma oportuna e adequada, a doença pode evoluir para suas formas graves.

A orientação geral para prevenção individual da doença infecciosa é o uso de mosquiteiros, peças de roupas que protejam pernas e braços, telas em portas e janelas, além do uso de repelentes.

Sobre as medidas de prevenção coletiva, a Saúde orienta a borrifação residual intradomiciliar (BRI); o uso de mosquiteiros impregnados com inseticida de longa duração; pequenas obras de saneamento para drenagem e aterro de criadouros do vetor; entre outras. O diagnóstico e o tratamento oportunos são as medidas mais efetivas para interromper a transmissão da malária.

SOBRE A DOENÇA — A malária é uma doença infecciosa causada por um parasito do gênero Plasmodium, que é transmitido para humanos pela picada de fêmeas infectadas dos mosquitos Anopheles (mosquito-prego). Estes mosquitos são mais abundantes nos horários crepusculares, ao entardecer e ao amanhecer. Todavia, são encontrados picando durante todo o período noturno. Portanto, não é uma doença contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir malária diretamente a outra pessoa.

A malária também é conhecida como impaludismo, paludismo, febre palustre, febre intermitente, febre terçã benigna, febre terçã maligna, além de nomes populares como maleita, sezão, tremedeira, batedeira ou febre. Toda pessoa pode contrair a malária.

Indivíduos que tiveram vários episódios de malária podem atingir um estado de imunidade parcial, apresentando poucos ou mesmo nenhum sintoma. Porém, uma imunidade esterilizante, que confere total proteção clínica, até hoje não foi observada. Caso não seja tratado adequadamente, o indivíduo pode ser fonte de infecção por meses ou anos, de acordo com a espécie parasitária.

No Brasil, a maioria dos casos de malária se concentram na região amazônica, composta pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Na região extra-amazônica, composta pelas demais unidades federativas, apesar das poucas notificações, a doença não pode ser negligenciada, pois a letalidade nesta região é maior que na região amazônica.

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