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Pesquisador da UEL analisa evolução de família de peixes de água doce da América do Sul

O projeto contemplado reúne estudantes, professores e colaboradores externos em um estudo da evolução de uma família de peixes de água doce (Anostomídeos) encontrada em toda a América do Sul, da Colômbia à Argentina. Essa enorme família possui cerca de 150 espécies, que podem variar de 7 a mais de 60 cm de comprimento.

Por: Redação Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná
06/02/2025 às 09h19 Atualizada em 06/02/2025 às 13h33
Pesquisador da UEL analisa evolução de família de peixes de água doce da América do Sul
Pesquisas com peixes de água doce sul-americanos desvendam sua evolução e descobrem novas espécies - Na foto, Piapara Foto: O Perobal/UEL

Pesquisador do Laboratório de Ictiologia do Museu de Zoologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), o professor José Luís Olivan Birindelli, do Departamento de Biologia Animal e Vegetal, foi contemplado, pela segunda vez, com uma Bolsa Produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O projeto contemplado reúne estudantes, professores e colaboradores externos em um estudo da evolução de uma família de peixes de água doce (Anostomídeos) encontrada em toda a América do Sul, da Colômbia à Argentina. Essa enorme família possui cerca de 150 espécies, que podem variar de 7 a mais de 60 cm de comprimento.

Entre os mais conhecidos, estão o piau, a piapara e o piavuçu (ou piau-açu). Este, por exemplo, pode chegar a 5kg. Já a piapara é famosa pela pesca promovida periodicamente no Rio Paraná. O prefixo “pia” ou “piau” indica uma característica do peixe, as manchas.

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Eles são conhecidos também como peixes neotropicais. O termo designa espécies biogeograficamente localizadas, ou seja, uma fauna encontrada em uma região determinada, levando em conta até a história geológica do continente. A América do Sul, no caso, depois de se separar da África (dividindo o supercontinente Gondwana), ficou isolada até se ligar à América do Norte pela Central. Estes milhões de anos, naturalmente, tiveram impacto na evolução das espécies.

 

Uma família tão numerosa apresenta também uma variedade de condições. Embora seja uma família de notável sucesso, já que se diversificou e se disseminou pelo continente relativamente rápido, em termos de evolução (40 milhões de anos), algumas espécies sofrem perigo de extinção por ação antrópica. Mas os pesquisadores da UEL já descobriram cerca de uma centena de novas espécies. Um artigo sobre 70 espécies acaba de ser publicado na revista Neotropical Ichthyology.

O estudo busca uma hipótese de evolução, propõe uma classificação e descreve um novo gênero a partir de análises de DNA e características morfológicas únicas, como os dentes curtos (brevidens). Os resultados já têm sido disseminados em eventos científicos e publicações, e uma defesa de Mestrado será feita mês que vem – um estudo da evolução de uma espécie específica, da fase embrionária à adulta. Tal perspectiva é capaz de levar a informações importantes da espécie em relação ao gênero e à família, rastreando pontos em comum e diversificações no decorrer do tempo.

O projeto conta com parcerias com outras instituições e pesquisadores em razão das várias atividades desenvolvidas, como visitas técnicas, consulta a coleções e trabalho de campo, a exemplo da coleta de indivíduos para análise. Através de recursos de um edital da Fundação Araucária, por exemplo, o projeto realizará coletas no Amapá e em Minas Gerais. O Museu de Zoologia da UEL, que possui 23 mil lotes e 300 mil exemplares de peixes, vai ajudar a embasara a pesquisa.

Participam do projeto, além de Birindelli, outros dois docentes do Departamento de Biologia Animal e Vegetal, um professor norte-americano, um mestrando, três doutorandos (todos bolsistas da CAPES), e três estudantes de Iniciação Científica (graduação), dois deles bolsistas.

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