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Segurança online: curso formará professores no enfrentamento das violências digitais contra meninas

Com apoio do Governo Federal e da Embaixada do Reino Unido, iniciativa inédita da organização Serenas orientará professores para prevenir e enfrentar a violência digital contra meninas

25/02/2025 às 07h11
Por: Redação Fonte: Secom
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Pré-lançamento do curso, nesta segunda-feira (24): formação busca oferecer ferramentas para que professores possam atuar na prevenção de violências no meio digital e no acolhimento de meninas dentro do ambiente escolar - Foto: Vitor Vasconcelos/Secom-PR
Pré-lançamento do curso, nesta segunda-feira (24): formação busca oferecer ferramentas para que professores possam atuar na prevenção de violências no meio digital e no acolhimento de meninas dentro do ambiente escolar - Foto: Vitor Vasconcelos/Secom-PR

Foi realizado nesta segunda-feira (24) o pré-lançamento do curso “Escolas ON, Violências OFF: Educação para segurança online de meninas”, uma iniciativa voltada para a formação de educadores no enfrentamento das violências digitais contra meninas.

“A gente sabe que, infelizmente, a ocorrência dessas violências no ambiente digital ainda é muito frequente e isso afeta a própria liberdade de expressão das meninas e mulheres. Esse projeto é um passo na prevenção disso por meio da educação nas escolas”

João Brant
Secretário de Políticas Digitais da Secom

A formação, desenvolvida pela organização Serenas, com apoio institucional da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República e financiada pela Embaixada do Reino Unido, busca oferecer ferramentas para que professores possam atuar na prevenção de violências no meio digital e no acolhimento de meninas dentro do ambiente escolar.

Durante o evento, o secretário João Brant, da Secretaria de Políticas Digitais da Secom, destacou a importância do trabalho em conjunto e a necessidade de garantir espaços digitais seguros para meninas e mulheres. “A gente sabe que, infelizmente, a ocorrência dessas violências no ambiente digital ainda é muito frequente e isso afeta a própria liberdade de expressão das meninas e mulheres. Esse projeto é um passo na prevenção disso por meio da educação nas escolas”, disse Brant.

Com o projeto, o Governo Federal promove a prevenção da violência de gênero praticada no ambiente digital e a discussão sobre a dimensão digital desse tipo de violência, que vem impactando a segurança, a saúde física e psicológica de meninas e adolescentes.

QUALIFICAÇÃO – Desenvolvido pela organização da sociedade civil Serenas, o curso tem o objetivo de qualificar profissionais de educação para abordarem, em sala de aula, o tema relacionado às violências facilitadas pela tecnologia. Busca, por meio da educação midiática e educação em direitos, debater e enfrentar casos de violações e abuso de direitos.

ESTRUTURA – O curso foi estruturado para ser acessível e dinâmico, levando em conta a rotina dos professores. Ele conta com 10 videoaulas curtas, conteúdos escritos e atividades interativas, além de ser totalmente gratuito e acessível, com legendas e tradução em libras. Entre os temas abordados, estão as raízes das violências de gênero, a cultura digital, legislações específicas e estratégias para lidar com casos dentro das escolas.

Amanda Sadalla, Diretora Executiva e Cofundadora da Serenas, destacou que o curso surgiu da necessidade de oferecer ferramentas para que educadores possam prevenir e lidar com essas violências, pois a escola é um dos principais espaços onde esses casos chegam.

“Nosso objetivo é ter um curso que traga tanto conhecimento técnico, mas também prático sobre como fazer isso no dia a dia. No primeiro módulo, a gente começa falando sobre violências contra meninas e mulheres porque, para eu entender violência contra meninas e mulheres no mundo digital, eu preciso entender por que essas violências acontecem, quais são as raízes, onde elas começam”, explicou Sadalla.

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A formação foi desenvolvida pela organização Serenas, com apoio institucional da Secom da Presidência da República e financiada pela Embaixada do Reino Unido. Foto: Divulgação/ Serenas

DIVULGAÇÃO – Com disponibilização prevista para a segunda semana de março, a lista de espera do curso já conta com mais de 500 nomes. Para receber atualizações sobre o lançamento, basta preencher o Formulário de Interesse, disponível neste link. O curso online será disponibilizado por meio da Escola Virtual.Gov, ambiente de cursos a distância da Escola Nacional de Administração Pública (EVG/ENAP).

Para a presidente da ENAP, Betânia Lemos, é essencial atuar na divulgação do curso para que alcance o maior número de educadores. Ela também destacou o compromisso da Escola na promoção do letramento de gênero e desenvolvimento das lideranças.

“O curso vai ficar disponível na Escola Virtual do Governo, que é a plataforma mantida pela ENAP para disseminação da educação no Brasil, educação de servidores públicos. Para que as pessoas acessem e façam o curso, elas precisam saber da existência dele. A ENAP tem a missão de unir conhecimento e prática para a transformação do Estado”, afirmou.

PARCERIAS – A parceria com a Embaixada do Reino Unido se dá por intermédio de Memorando de Entendimento com a SECOM, com foco específico em ações de educação midiática e promoção de direitos online.

Mariana Cartaxo, diretora do Programa de Acesso Digital da Embaixada Britânica no Brasil, destacou que é imprescindível que a comunidade escolar esteja incluída no processo de transformação digital. Ela também afirmou que o projeto já conta com uma segunda fase.

“A educação midiática é um fator primordial desse trabalho. A gente vem trabalhando muito com parceiros, construindo projetos que façam sentido para o Brasil. Foi nesse sentido que construímos essa iniciativa junto com a Serenas e a Secom. Estamos muito felizes por esse anúncio”, disse a diretora.

SERENAS – A Serenas é uma organização sem fins lucrativos, criada e gerida por mulheres, que desde 2021 trabalha para construir uma sociedade onde meninas e mulheres possam viver sem violências. A organização atua promovendo educação antissexista para prevenir violências e qualificar servidores públicos que acolhem meninas e mulheres sobreviventes de violência sexual e doméstica, e já impactou mais de 60 mil pessoas — incluindo agentes públicos, estudantes, profissionais da educação, através de parcerias com governos estaduais, municipais e o Federal.

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