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Adapar reúne produtores de ponkan na Ceasa para alertar sobre cuidados com o greening

Participaram 32 produtores de tangerinas que entregavam o produto no local. Na próxima semana fiscais estarão em Cerro Azul e Doutor Ulysses para trabalho de conscientização dos produtores sobre cuidados e prevenção e erradicação de plantas atingidas pela doença mais letal da citricultura.

Por: Redação Fonte: AEN
28/06/2025 às 09h18
Adapar reúne produtores de ponkan na Ceasa para alertar sobre cuidados com o greening
Adapar reúne produtores de ponkan na Ceasa para alertar sobre cuidados com o greening Foto: Evandro Fadel/SEAB-PR

Em mais uma ação de controle do greening, a doença mais letal da citricultura, no Vale do Ribeira, o Sistema Estadual de Agricultura (Seagri), por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), realizou uma reunião com 32 produtores de tangerinas que estiveram nesta sexta-feira (27) entregando o produto na Ceasa, em Curitiba.

“É a primeira vez que ouvi falar dessa doença que nem sei pronunciar o nome”, disse Adjair Mottin, que cultiva 20 mil pés de ponkan em Cerro Azul. “Depois que foi explicado e mostradas as fotos, vi que tem algumas com esses sintomas na propriedade. Ontem (26) colhi 400 caixas e oito ficaram para trás porque os frutos tinham os sinais”.

O diretor de Defesa Agropecuária da Adapar, Renato Rezende Young Blood, tinha acabado de apresentar fotos das tangerinas originárias de plantas doentes. Elas ficam deformadas, perdem a homogeneidade circular apresentando um formato semelhante ao de pera. Na parte interna a nervura fica torta. De todas as plantas cítricas, a ponkan é a mais sensível para a doença, morrendo mais rapidamente.

“Tenho 100% de certeza de que era o greening, os frutos eram ruins, eles tinham o dobro de suco que as outras, mas tinham sabor de água choca”, afirmou Mottin. Ele tomou uma decisão durante o encontro, que se estendeu por mais de uma hora para tirar as dúvidas. “Vou comprar uma motosserra ainda hoje, cortar os pés doentes e passar o veneno no toco para não brotar”, reforçou.

 

ERRADICAÇÃO – O corte das árvores doentes é uma das medidas a serem tomadas no controle do greening ou HLB (Huanglongbing), como também é conhecida a doença. Além disso há necessidade de controle do inseto vetor - o psilídeo asiático dos citros Diaphorina citri – com produtos químicos recomendados e biológicos.

Até agora, apesar de terem sido confirmadas plantas doentes, as equipes de fiscalização não encontraram o psilídeo na região. Armadilhas foram colocadas em algumas localidades de Cerro Azul e Doutor Ulysses para tentar capturar. Os estudos devem se estender por alguns dias porque eventualmente os psilídeos podem ter sido eliminados por predadores naturais.

“O corte apenas das plantas infectadas é uma ação emergencial e precisa ser feito rapidamente”, recomendou Young Blood. “Se encontrarmos o inseto vetor nas armadilhas de captura ou visualmente precisaremos nos reunir novamente e pensarmos juntos uma estratégia”, salientou.

Se não for verificada a presença do inseto vetor, a doença pode ter chegado por meio de mudas não certificadas. Por isso, o diretor da Adapar ratificou: “Nunca tragam muda de fora, comprem somente de locais credenciados e na dúvida consultem a Adapar.” O comércio ambulante é proibido no Paraná.

 

BIG CITROS – Valdinei do Espírito Santo, dono de 10 mil pés que cultiva há 20 anos, já tinha ouvido falar do greening em São Paulo. “Mas nunca ninguém tinha aberto os nossos olhos aqui, e essa ação da Adapar é ótima”, disse. Ele acrescentou já ter percebido sintomas em frutos de sua propriedade e acredita que muitos outros produtores também viram. Estima-se que haja 3 mil produtores de ponkans em Cerro Azul. “Se tiver, tem de cortar”, aconselhou.

Devonzete Chamberlain cultiva 7 mil pés e também soube do problema em lavouras de São Paulo e Minas Gerais assistindo à televisão. Ele também viu frutos deformados e com dificuldade de desenvolvimento em sua propriedade. “Todo mundo vai ter de batalhar, é o nosso sustento que sai dali. Isso aí não é brincadeira”, apelou.

 

MAIS AÇÕES  Na próxima semana equipes da Adapar vão se deslocar de todo o Estado para realizar a Operação BIG Citros em Cerro Azul e Doutor Ulysses, com o fim de Baixar Incidência de Greening. Os técnicos vão orientar sobre a identificação de plantas com problemas e realizar cortes das que já estiverem com os sintomas do HLB. “Se não estivermos juntos não vamos conseguir vencer a doença”, afirmou o diretor da Adapar.

O chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Adapar, agrônomo Paulo Roberto de Paula Brandão, também participou da reunião.

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