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Itaipu vai investir R$ 1,5 bilhão para promover a modicidade tarifária e beneficiar os consumidores em 2026

Medida garante que a usina siga como uma das fontes de energia mais competitivas do mercado regulado brasileiro

Por: Redação Fonte: Itaipu
07/01/2026 às 13h17
Itaipu vai investir R$ 1,5 bilhão para promover a modicidade tarifária e beneficiar os consumidores em 2026
Foto: Rubens Fraulini/Itaipu Binacional

A Itaipu Binacional fará aporte de US$ 285 milhões ao longo de 2026 — o equivalente a cerca de R$ 1,5 bilhão — para garantir a continuidade do valor vigente da tarifa de repasse de energia aos consumidores regulados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Com a medida, a tarifa de repasse permanecerá em US$ 17,66 por kW/mês até dezembro de 2026, mesmo valor praticado desde 2024. As sucessivas reduções de tarifa tornaram Itaipu uma das fontes de energia mais econômicas e estratégicas, contribuindo para a modicidade tarifária.

Até 2021, a tarifa de repasse da energia de Itaipu permaneceu estável, com média de US$ 27,86 por kW/mês. A quitação da dívida de construção da usina, concluída em 2023, permitiu uma redução expressiva do valor, da ordem de 27,4%. Para o período de 2024 a 2026, a tarifa foi fixada em US$ 17,66 por kW/mês, o que representa uma queda acumulada de cerca de 36,6% em relação ao patamar anterior.

“Os resultados demonstram que Itaipu é muito mais do que uma usina: é um instrumento estratégico do Estado brasileiro para garantir energia limpa, segurança operativa, tarifas justas e alívio concreto no bolso do cidadão”, afirmou o diretor financeiro executivo da Itaipu, André Pepitone.

Sala de Controle da Itaipu. Foto: William Brisida/Itaipu Binacional
André Pepitone. Foto: William Brisida/Itaipu Binacional

A energia de Itaipu em 2025 atingiu o valor de R$ 221,30 por MWh, posicionando-se abaixo das usinas sob regime de cotas definidas pela Lei nº 12.783/2013, fixadas em R$ 222,59 por MWh, e significativamente inferior ao custo médio do Ambiente de Contratação Regulada (ACR) em 2025, estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em R$ 307,29 por MWh. A competitividade é ainda mais evidente quando comparada ao ACR médio projetado pela ANEEL para 2026, de R$ 342,71 por MWh, reforçando o papel de Itaipu como instrumento relevante de modicidade tarifária, previsibilidade e estabilidade do portfólio das distribuidoras.

Na análise dos contratos firmados em leilões de energia realizados nos últimos dez anos pela CCEE, o desempenho é ainda mais expressivo: em 2025, o custo da energia de Itaipu ficou 33,5% abaixo da média dos leilões, que foi de R$ 362,20/MWh.

Além do fator preço, Itaipu atua como pilar de estabilidade para o Sistema Elétrico Brasileiro. Itaipu gera energia exatamente onde ela é mais necessária: no Sudeste, região que concentra o maior consumo de eletricidade do país. Enquanto o Norte e o Nordeste têm hoje grande oferta de energia, especialmente de fontes como o sol e o vento, Itaipu ajuda a manter o equilíbrio do sistema elétrico nacional ao reforçar o abastecimento no Sudeste.

Foto: Rubens Fraulini/Itaipu Binacional

Com o crescimento da energia eólica e solar no país, a usina passou a ter um papel ainda mais relevante: garantir a segurança do sistema. Itaipu consegue aumentar sua geração rapidamente nos horários de maior demanda, como no fim da tarde, quando o sol se põe, ajudando a evitar oscilações e assegurando que a energia continue chegando com confiabilidade às casas, ao comércio e à indústria.

A tarifa a ser adotada a partir de 2027 dependerá de consenso binacional, respeitando o Tratado de Itaipu. As negociações da revisão do Anexo C do Tratado de Itaipu foram retomadas pelas chancelarias de Brasil e Paraguai. O governo brasileiro defende a continuidade da redução tarifária, especialmente após a quitação da dívida de construção da usina em 2023. Qualquer alteração somente poderá ser implementada mediante consenso entre os dois governos.

Sobre a Itaipu

A Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, com uma produção acumulada de 3,1 bilhões de megawatts-hora (MWh). Atualmente, responde por cerca de 7% da eletricidade consumida no Brasil e 78% no Paraguai.

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