
Segundo informações ainda não publicada, o Ministério Público Eleitoral emitiu parecer favorável à cassação da chapa formada por Lindolfo Rui, prefeito eleito, e Adolfo Preis, vice-prefeito, em Itaipulândia (PR). Essa manifestação representa um avanço significativo para as ações que denunciam irregularidades como compra de votos e uso indevido da máquina pública durante a campanha de 2024.
Três ações judiciais pressionam pela cassação da chapa antes mesmo da posse. Elas apontam:
Cooptação do União Brasil com oferta de cargos pela atual prefeita Cleide Prates.
Chantagem a famílias carentes via distribuição de cestas básicas em troca de apoio.
Suposta compra de eleitores, com provas como fotos e áudios registrados na PF.
O MP identificou indícios graves de abuso de poder econômico e político, capazes de comprometer a lisura do pleito.
O parecer do Ministério Público reforça as provas apresentadas, classificando-as como suficientes para caracterizar prejuízo à igualdade eleitoral. Não se trata de uma decisão final, mas orienta a juíza da comarca de São Miguel do Iguaçu, responsável pelo caso.
A juíza analisará o posicionamento do MP, a defesa da chapa e eventuais provas adicionais. Se acolher o parecer:Cassará os diplomas da chapa majoritária (indivisível).
Determinará eleições suplementares, conforme art. 224 do Código Eleitoral e jurisprudência do TSE.
Recursos podem ser interpostos ao TRE-PR e TSE, mas a execução pode ocorrer imediatamente se não houver efeito suspensivo.
Essa "primeira vitória" legitima as acusações e pressiona a gestão eleita. Para opositores, sinaliza possibilidade de reviravolta; para defensores da chapa, momento de reforçar argumentos jurídicos.
Acompanhe atualizações no processo nº 0600465-89.2024.6.16.0122 e afins.
Por Canal Viver