
O Salmo 72 é classificado como um salmo real, tradicionalmente atribuído a Salomão ou escrito em sua honra. Ele funciona como uma oração intercessória pelo monarca, mas suas promessas são tão grandiosas que, ao longo dos séculos, passou a ser lido como uma profecia messiânica.
Diferente dos impérios da antiguidade que buscavam apenas poder e expansão, o Salmo 72 define a grandeza de um rei pela sua capacidade de proteger os vulneráveis. A estrutura do texto destaca três pilares fundamentais:
Justiça Social: O rei é chamado para julgar o povo com retidão, entregando justiça aos pobres e libertando os filhos dos necessitados.
Prosperidade e Natureza: Há uma conexão bíblica profunda entre a retidão do governante e a fertilidade da terra. Quando a justiça floresce, "haverá abundância de cereal" e paz até que a lua deixe de existir.
Domínio Universal: O texto projeta um reinado que se estende "de mar a mar", onde todas as nações se curvam não por medo, mas por reconhecimento de um governo benevolente.
Para os leitores de hoje, o Salmo 72 serve como um lembrete de que o poder humano é passageiro e muitas vezes falho. Ele aponta para a expectativa de um Rei perfeito — aquele que realmente "livrará o necessitado quando clamar". É um texto que nos convida a agir com ética no presente, enquanto aguardamos um Reino de paz plena.
"Pois ele livrará ao necessitado quando clamar, como também ao pobre e ao que não tem quem o ajude." (Salmo 72:12)