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Maternidades do Paraná iniciam uso de novo medicamento para prevenir vírus sincicial em bebês

O vírus sincicial respiratório é uma das principais causas de infecção do trato respiratório inferior em bebês e crianças pequenas. A Secretaria da Saúde do Paraná recebeu do governo federal 1.366 doses do Nirsevimabe, que já foram distribuídas.

Por: Redação Fonte: AEN
05/02/2026 às 07h07
Maternidades do Paraná iniciam uso de novo medicamento para prevenir vírus sincicial em bebês
Maternidades do Paraná iniciam aplicação de novo medicamento para prevenir vírus sincicial em bebês Foto: SESA

As maternidades de alto risco do Paraná já começaram a utilizar o Nirsevimabe, novo imunobiológico indicado para a prevenção de infecções causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em bebês. Uma das primeiras aplicações foi realizada em um hospital do Governo do Estado, a maternidade do Hospital do Trabalhador,  marcando o início da oferta do medicamento na rede pública estadual de saúde.

O medicamento já está sendo ofertado, conforme diretrizes do Ministério da Saúde, em 35 maternidades de alto risco do Paraná, que atendem pelo SUS. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) recebeu do governo federal 1.366 doses, que foram distribuídas por meio das suas Regionais.

O vírus sincicial respiratório é uma das principais causas de infecção do trato respiratório inferior em bebês e crianças pequenas, podendo evoluir para bronquiolite e pneumonia, especialmente nos primeiros meses de vida. 

O Nirsevimabe é indicado para bebês prematuros, nascidos com idade gestacional igual ou inferior a 36 semanas e 6 dias, independentemente do peso, e crianças com idade inferior a 24 meses (até 1 ano, 11 meses e 29 dias) que apresentem comorbidades previstas nos critérios de inclusão, como cardiopatias congênitas, broncodisplasia, imunocomprometimento, Síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e anomalias congênitas das vias aéreas.

Para o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, o início da aplicação representa um avanço importante na proteção dos bebês, especialmente os mais vulneráveis. “Estamos ampliando o acesso a um imunobiológico moderno, seguro e eficaz, seguindo rigorosamente os critérios técnicos. Essa medida reforça o cuidado desde os primeiros dias de vida e fortalece a rede pública de saúde no enfrentamento das infecções respiratórias graves causadas pelo vírus sincicial”, disse.

Nesta quarta-feira (04), os gêmeos Arthur e Cauã, de apenas dois dias de vida, receberam no Hospital do Trabalhador, em Curitiba, a dose única do Nirsevimabe. Os meninos estavam dentro dos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde para receber medicamento.

Para Cibele dos Santos, mãe dos bebês, o momento é muito importante e deixá-los mais seguros, traz tranquilidade. “Para nós, mães, nesse momento toda segurança é importante. Sabendo que é uma doença que causa tantos internamentos, ter essa segurança dá mais uma paz no coração. E agora saúde para eles”, ressaltou.

 

INDICAÇÃO – Para bebês prematuros, a administração do Nirsevimabe poderá ocorrer ao longo de todo o ano, preferencialmente ainda nas maternidades. Já para crianças com comorbidades, a aplicação será exclusivamente durante o período sazonal do VSR, compreendido entre fevereiro e agosto.

Quando indicado, o medicamento poderá ser administrado na maternidade ou durante a internação neonatal, desde que o recém-nascido esteja clinicamente estável, sem instabilidade cardiorrespiratória ou necessidade de suporte intensivo imediato.

O uso é contraindicado em casos de histórico de reação alérgica grave ao medicamento ou a seus componentes, bem como em situações de distúrbios hemorrágicos significativos que impeçam a aplicação por via intramuscular. Em casos específicos, a possibilidade de uso por via subcutânea poderá ser avaliada pela equipe médica, conforme orientações técnicas.

 

PROTEÇÃO AMPLIADA – O Nirsevimabe não é uma vacina, é um imunobiológico de imunização passiva, que fornece anticorpos prontos para a proteção contra o VSR. Atualmente, existe um medicamento, o Palivizumabe, com essa mesma finalidade. A diferença é que neste caso exige doses mensais durante o período de maior circulação do vírus, enquanto o Nirsevimabe é administrado em dose única.

Para prevenir a doença ainda dentro da barriga da mãe, o Estado também possui uma vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) destinado às mulheres grávidas a partir da 28ª semana de gestação. 

A vacina é aplicada, sem restrição de idade. O objetivo é proteger o recém-nascido nos primeiros seis meses de vida, período de maior vulnerabilidade para doenças graves causadas pelo VSR, como bronquiolite e pneumonia. A gestante, ao ser vacinada, transfere anticorpos ao feto pela placenta, reduzindo os riscos de infecção grave e complicações respiratórias.

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