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Estado anuncia R$ 16,3 milhões para novo prédio de pesquisa de alimentos e reformas na Unioeste

Entre os destaques esteve o lançamento e a assinatura da ordem de serviço para a obra do AgriTech Symbiosis LAB – Unidade de Scale Up. O novo prédio será construído em Toledo. A proposta é transformar o espaço em um centro de referência no desenvolvimento de processos e produtos voltados à bioeconomia.

Por: Redação Fonte: AEN
11/02/2026 às 10h02
Estado anuncia R$ 16,3 milhões para novo prédio de pesquisa de alimentos e reformas na Unioeste
Estado anuncia R$ 16 milhões para novo prédio de pesquisa de alimentos e reformas na Unioeste Foto: Igor Jacinto/Vice-Governadoria

O governador em exercício Darci Piana anunciou nesta terça-feira (10) um investimento de R$ 16,3 milhões para fortalecer instrumentos de pesquisa e ciência da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) para os próximos anos. A assinatura foi feita no estande da Unioeste, em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e a Fundação Araucária, no Show Rural Coopavel.

A cerimônia contou com a presença do secretário de de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, do secretário da Fazenda, Norberto Ortigara e do reitor em exercício, Gilmar Ribeiro de Mello. Os anúncios envolvem melhorias em todas as cinco unidades (Cascavel, Toledo, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu e Marechal Cândido Rondon) e na Reitoria, além da construção de um novo edifício em Toledo voltado ao desenvolvimento de projetos para a produção de alimentos.

“O que estamos fazendo é incentivando o ativo tecnológico do Estado, aqui representado pela Unioeste, para ajudar o Estado a se desenvolver. Essa é a ideia. Investir em ciência e tecnologia ou em novos centros superiores é fundamental para gerar desenvolvimento da comunidade social. Nossas universidades têm respondido a esse apelo feito pelo governador”, disse Piana.

Bona complementou que esta é mais uma das ações realizadas no Estado com o objetivo de aproximar as empresas dos trabalhos desenvolvidos dentro das universidades. “Um recurso necessário para que o ativo tecnológico do Estado, aqui representado pela Unioeste, possa ajudar o Paraná a se desenvolver. Essa é a ideia central, investir em ciência e tecnologia gerando desenvolvimento na sociedade e nossas universidades têm respondido a esse apego feito pelo governador”, explicou.

Gilmar Ribeiro de Mello avaliou o momento como uma forma de valorização e incentivo a tudo o que é produzido dentro da Unioeste. “Nós nunca tivemos tantos investimentos na universidade. A Unioeste e as outras universidades do nosso sistema estadual são destaques em excelência do ensino superior. Isso é fruto desses investimentos, desse olhar que o governo tem para a ciência”, disse o reitor em exercício.

 

AGRITECH – Entre os destaques esteve o lançamento e a assinatura da ordem de serviço para a obra do AgriTech Symbiosis LAB – Unidade de Scale Up. O novo prédio será construído em Toledo e contará com investimento de R$ 11,3 milhões, viabilizado com recursos do governo estadual. A proposta é transformar o espaço em um centro de referência no desenvolvimento de processos e produtos voltados à bioeconomia e à sustentabilidade da cadeia agroalimentar em nível nacional.

O novo ambiente tecnológico foi projetado para atender às demandas do setor produtivo e oferecer às empresas um espaço estruturado para o desenvolvimento, a otimização e o escalonamento de processos, especialmente aqueles voltados à valorização de subprodutos agroindustriais, com destaque para a cadeia de proteínas de origem animal.

A professora Mônica Lady Fiorese, do curso de Engenharia Química da Unioeste, campus de Toledo, é a coordenadora do novo prédio. Segundo ela, a implantação da unidade surge a partir de uma necessidade identificada junto às empresas do setor agroindustrial, que frequentemente buscam estruturas em escala piloto para o desenvolvimento e a validação de processos.

“Essa obra vem para consolidar uma necessidade que identificamos junto com as empresas, que é da construção de um ambiente onde fazemos uma transposição da escala laboratorial para uma escala semi-industrial.  As empresas vão poder fazer validação de seus processos, e isso faz com que tenham menor risco tecnológico de implementação de novos negócios”, explica.

“Inicialmente teremos uma planta que é voltada para a parte de produção de hidrolisados proteítos, que é uma tecnologia que hoje o Paraná ainda não tem uma estrutura física que comporte o desenvolvimento de pesquisas. O que nós temos hoje são muitas infraestruturas laboratoriais, mas não uma infraestrutura de escalonamento de processos. Esse é o primeiro do Estado e eu posso dizer que é o primeiro do Brasil. Essa infraestrutura que foi criada na sequência de processo é inédita no País, foi inspirada em alguns modelos europeus e outros que vimos na Ásia”, complementa.

 

NOVOS INVESTIMENTOS – Os outros R$ 5 milhões viabilizados pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior serão distribuídos entre os cinco campi e a Reitoria para investimentos em infraestrutura, melhorando o dia a dia dos alunos da instituição.

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