
“A cultura da paz deve se espalhar como ondas, a partir da nossa própria família, na nossa comunidade e no nosso ambiente de trabalho.” A frase é da escritora Moema Viezzer, proferida durante a palestra realizada pela ativista no encontro do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), no último sábado (28). Na reunião, a militância foi convidada a assinar o Pacto pelo Fim do Feminicídio e da Violência contra as Mulheres, iniciativa proposta recentemente pelo presidente Lula. Moema é reconhecida por sua trajetória na defesa dos direitos das mulheres e na reflexão sobre as raízes estruturais da violência de gênero. Durante sua fala, ela apresentou o projeto “Fala Comigo” e convidou os homens presentes a participarem. “É o momento de um levante geral da nossa parte, com homens e mulheres tratando o tema de forma efetiva e afetiva, para combater essas violências tanto no âmbito institucional quanto na base, em pequenos grupos, mais próximos da realidade”, alerta.
Durante o encontro, dirigentes e filiados reafirmaram que o combate ao feminicídio exige articulação constante entre o poder público, a sociedade civil organizada e os movimentos populares, consolidando uma agenda de defesa da vida, dos direitos e da dignidade das mulheres. “Precisamos nos unir por esta causa, e esse chamamento é para todos. A mobilização real só acontece quando há união de forças, seja no combate à violência contra as mulheres, seja no enfrentamento das desigualdades e violações de direitos que atingem o nosso povo”, alerta a professora Nelsi Welter, pré-candidata a deputada estadual pelo PT, que reforçou o tema em seu discurso. “Fortalecer o debate político e social como instrumento de organização, consciência crítica e ação transformadora é urgente”, complementa Nelsi.
O encontro também contou com a presença do deputado federal Elton Welter e do deputado estadual Professor Lemos, que destacaram a importância da mobilização social e institucional no enfrentamento da violência contra as mulheres. Para eles, o pacto representa um compromisso coletivo para fortalecer políticas públicas, ampliar a rede de proteção e promover ações de prevenção e responsabilização.
Para o presidente do diretório municipal, Rodrigo Priesnitz, a adesão ao pacto é um passo concreto na construção de uma sociedade mais justa. “Não existe democracia plena enquanto mulheres vivem sob ameaça. Assinar o Pacto pelo Fim do Feminicídio é transformar indignação em compromisso, e compromisso em ação”, reflete.
O encontro foi encerrado com a celebração dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores, marcada por um momento de confraternização entre filiados, militantes e convidados.



