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Ciência e governança: III Fórum Internacional dos ODS aponta caminhos para o futuro

Promovido pela Fundação Araucária e a Superintendência Geral de Desenvolvimento Econômico e Social, o evento reuniu entre os dias 16 e 17, especialistas, gestores públicos e lideranças comunitárias para debater como a ciência e a inovação podem ser transformadas em soluções práticas para os territórios.

Por: Redação Fonte: AEN
18/03/2026 às 08h52
Ciência e governança: III Fórum Internacional dos ODS aponta caminhos para o futuro
Ciência Participativa e Governança Local: Os caminhos traçados no III Fórum Internacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) Foto: Fundação Araucária

O III Fórum Internacional dos ODS consolidou-se como um marco na discussão sobre o desenvolvimento sustentável, focando na transição da teoria acadêmica para a prática territorial. Os painéis do evento revelaram uma convergência clara: a ciência só é transformadora quando é colaborativa, ética e profundamente conectada à realidade das comunidades.

Promovido pela Fundação Araucária e a Superintendência Geral de Desenvolvimento Econômico e Social, o evento reuniu entre os dias 16 e 17, especialistas, gestores públicos e lideranças comunitárias para debater como a ciência e a inovação podem ser transformadas em soluções práticas para os territórios. O evento integra a agenda da Coalizão Local2030, plataforma do sistema das Nações Unidas dedicada aos ODS.

“Os debates do Fórum demonstraram que a produção científica não deve ficar isolada nos laboratórios, mas sim servir como um motor de transformação social, validando saberes locais e atendendo às necessidades específicas de cada região. Com isso, reforço a importância da união entre governo, academia, setor privado e sociedade civil para impulsionar a inovação sustentável e garantir que a Agenda 2030 avance de forma integrada no Paraná”, destacou o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig.

Os resultados desta terceira edição do Fórum reiteram que o desenvolvimento sustentável se concentra, em grande medida, nos territórios, onde o conhecimento se traduz em políticas públicas, a inovação se transforma em prática e os compromissos globais se concretizam. É nesse nível que o planejamento integrado, a governança inclusiva e os investimentos coordenados podem resultar em melhorias significativas na vida das pessoas, incluindo comunidades mais seguras e economias locais mais robustas.

 

“A ciência é fundamental e crucial quando elaboramos políticas baseadas em evidências, pois são a chave para que os formuladores dessas iniciativas possam definir estratégias eficazes, que impactam e são mais resilientes para as sociedades. As políticas que estamos tentando alcançar, envolvem governos, universidades, comunidades e instituições, ou seja, é uma missão comunitária”, enfatizou o vice-chefe do secretariado da Coalizão Local2030 das Nações Unidas, Iñigo Arbiol.

O coordenador de Projetos Internacionais na Superintendência Geral de Desenvolvimento Econômico e Social (SGDES), Filipe Braga Farhat, também destacou as valiosas contribuições apresentadas durante o evento. “A participação de todos os atores enriqueceu o diálogo e demonstrou a força dessa crescente comunidade global comprometida com a territorialização dos ODS”, ressaltou.

O Fórum contou com uma plenária que englobou os relatos dos assuntos abordados durante o evento e com a palestra da vice-diretora de Engajamento Comunitário da Universidade da África do Sul, Genevieve James, destacando a importância de integrar o conhecimento acadêmico aos saberes tradicionais e às necessidades das comunidades locais. Confira os destaques dos painéis que nortearam os debates.

 

CIÊNCIA – A ciência foi apontada como o motor para a produção de "inteligências territoriais aplicáveis". Os debates focaram na arquitetura interseccional dos ecossistemas de conhecimento, na governança de dados e na resiliência socioambiental, propondo novos desenhos institucionais para reduzir desigualdades. Outros temas foram governança territorial baseada na cooperação multinível, diversidade de conhecimento, apoio à juventude e fortalecimento das capacidades institucionais de financiamento das ações.

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