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Saúde reforça importância de cuidados com doenças respiratórias típicas do outono

Nova estação costuma ter redução da umidade do ar e variações mais acentuadas de temperatura, fatores que contribuem para o aumento de poluentes e ressecamento das vias respiratórias. Tendência é que haja baixa na imunidade exigindo mais cuidado com gripe, pneumonia e sinusite, entre outras.

Por: Redação Fonte: AEN
19/03/2026 às 13h07
Saúde reforça importância de cuidados com doenças respiratórias típicas do outono
Saúde reforça importância de cuidados com doenças respiratórias, típicas do outono Foto: Geraldo Bubniak/AEN

O outono inicia nesta sexta-feira (20), marcando a chegada de temperaturas mais amenas. A tendência é que haja uma baixa na imunidade por conta dessa mudança e, por isso, a Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) reforça a orientação sobre a atenção redobrada quanto aos cuidados com as principais doenças típicas do período, como a gripe, pneumonia, sinusite, entre outras que atingem as vias respiratórias.

O olhar atento com a saúde e prevenção devem acontecer durante todo ano, entretanto, nesta época e também durante o inverno, a atenção deve ser ainda mais reforçada devido ao aumento de problemas respiratórios, principalmente nos cuidados às crianças e idosos.

Habitualmente, neste período de março a maio, há a vacina para gripe e as pessoas devem ficar atentas para cumprirem o calendário e se imunizarem, como destaca o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “A vacina da gripe é importante. As pessoas que têm uma fragilidade maior ou são dos grupos prioritários devem ficar atentas. Todos os anos o imunizante é atualizado para garantir maior proteção à população”, afirma.

A chefe da Divisão de Doenças Transmissíveis da Secretaria da Saúde, Rosana Piler, explica que o outono costuma apresentar redução da umidade do ar e variações mais acentuadas de temperatura, fatores que contribuem para o aumento de poluentes e para o ressecamento das vias respiratórias. "Além disso, assim como no inverno, é comum que as pessoas permaneçam por mais tempo em ambientes fechados, o que facilita a transmissão de vírus”, diz.

A Secretaria da Saúde orienta sobre os principais cuidados: hidratação, manter os ambientes arejados; higienização das mãos e, principalmente, a imunização em dia.

 

INCIDÊNCIA – Os dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) de 2025, referentes às internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mostram que adultos com mais de 50 anos e crianças menores de um ano de vida foram os grupos que mais internaram por doenças respiratórias em 2025 no Paraná. Das 125.059 internações em casos de Influenza, pneumonias, bronquite e bronquiolite, 59.498 (47,6%) foram em pacientes com mais de 50 anos e 10.820 (8,7%) em crianças menores de um ano de idade.

VACINAS DISPONÍVEIS – Gripe, Covid-19 e pneumonia integram o grupo das doenças imunopreveníveis, ou seja, podem ser evitadas com o uso de vacinas que estimulam o organismo a desenvolver proteção específica contra seus agentes causadores. A imunização é uma das estratégias mais eficazes para prevenir e controlar essas infecções respiratórias e está disponível gratuitamente pelo SUS.

Confira algumas vacinas que ajudam a reduzir o risco de formas graves das doenças:

INFLUENZA (GRIPE) – A vacinação contra a Influenza (gripe) ocorre segundo duas estratégias, tendo grupos prioritários definidos para cada uma.

A primeira estratégia é de rotina para crianças a partir de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais e gestantes. As doses podem ser aplicadas ao longo de todo ano e, além disso, a fim de garantir a imunização de acordo com as cepas circulantes, deve acontecer no período de vacinação que ocorre anualmente. Para estes grupos, o Ministério da Saúde definiu meta de cobertura vacinal de 90%.

A segunda é a estratégia de campanha, período especial voltado para os grupos específicos, a serem anunciados na ocasião.

 

COVID-19 – A vacina contra a Covid-19 está disponível no calendário nacional para crianças de 6 meses a menores de 5 anos, idosos com 60 anos ou mais e gestantes, sendo ofertada de forma rotineira nas salas de vacinação. Para idosos, a recomendação é de uma dose a cada seis meses. Já as gestantes devem receber uma dose em cada gestação, independentemente do histórico vacinal. Crianças nessa faixa etária devem completar o esquema com três doses, seguindo os intervalos recomendados.

A partir dos 5 anos, a criança passa a receber a vacinação pelo SUS dentro dos grupos prioritários, como pessoas com comorbidades, imunossuprimidos, trabalhadores da saúde, entre outros. A orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima para manter a vacinação em dia.

PNEUMONIA – Para a prevenção de casos graves da pneumonia, o SUS oferta três imunizantes: Pneumocócica 10 conjugada, disponível na rotina do Calendário de Vacinação da Criança de 2 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias. Já as vacinas pneumocócicas 23-valente polissacarídica e pneumocócica 13-valente conjugada são destinadas a pessoas com doenças crônicas ou condições clínicas especiais, mediante avaliação e indicação dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

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