
Em muitos bairros das periferias do Paraná, o campo de futebol é mais do que um espaço de lazer. É onde nascem sonhos, onde se constrói disciplina, onde jovens encontram caminhos que muitas vezes não aparecem em nenhum outro lugar.
É nesse cenário que a Taça das Favelas Paraná 2026 ganha força e, neste ano, ganha também estrutura e alcance ampliados com o apoio decisivo de uma emenda parlamentar de R$ 1.960.013,00, destinada pelo deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) ao Instituto Athus. O recurso já foi pago e garante a realização de uma das maiores iniciativas de inclusão social por meio do esporte no estado.
A competição reúne 96 equipes de diferentes regiões – da capital ao interior, do litoral às periferias urbanas – envolvendo diretamente mais de 2,4 mil jovens atletas. Mas os números, por si só, não contam toda a história.
Onde antes havia limite, agora há oportunidade
Para muitos desses jovens, a Taça das Favelas representa a primeira experiência em uma estrutura organizada, com uniformes completos, arbitragem profissional, campos preparados e jogos com visibilidade.
Tudo isso passa a ser possível graças ao investimento que sustenta a competição: desde a logística até a produção, da organização dos jogos à transmissão e cobertura, elementos que colocam os participantes em um ambiente que se aproxima do esporte profissional.
“Quando a gente garante um investimento como esse, não é só para fazer um campeonato. É para abrir portas. É para dar chance de verdade”, afirma Zeca Dirceu.
E o impacto não é abstrato. Ele tem nome, rosto e trajetória.
Na edição anterior, realizada em 2025, a Taça das Favelas Paraná mobilizou mais de 6 mil pessoas diretamente e alcançou um público superior a 23 mil pessoas.
Entre esses milhares, alguns jovens já deram o próximo passo. Casos como o de Lucas Kauan Dossi da Rocha, da CIC, em Curitiba, e Samuel Marques dos Santos, de Piraquara, mostram o que acontece quando oportunidade e talento se encontram: ambos saíram da competição para integrar o elenco do Paraná Clube.
“Essas são exceções que revelam uma regra silenciosa. Há de que quando há acesso, o potencial aparece”, afirmou Zeca Dirceu.
Uma política de futuro
A Taça das Favelas também conecta esses jovens a um cenário maior. Durante a competição, são formadas seleções masculina e feminina que representam o Paraná na etapa nacional, em São Paulo.
Ali, os jogos ganham transmissão, visibilidade e alcance. Para quem antes jogava apenas no campo do bairro, é a chance de ser visto, reconhecido e, muitas vezes, descoberto.
Para Zeca Dirceu, isso significa que o investimento ultrapassa o esporte.
“O jovem precisa de oportunidade. Precisa de um caminho. O esporte é uma dessas portas, talvez uma das mais importantes, porque envolve disciplina, convivência, perspectiva. E é isso que a gente está ajudando a construir aqui”, concluiu.

