
Durante anos, o funcionamento das unidades do Instituto Federal do Paraná (IFPR) em Barracão, Goioerê e Quedas do Iguaçu foi marcado por um mesmo ponto em comum: a expansão existia, mas dentro de limites rígidos. Cresciam em número de estudantes, cursos e estrutura, mas esbarravam em restrições administrativas próprias da condição de campi avançados.
Essa condição mudou nesta semana. Publicada pelo Ministério da Educação, a Portaria nº 268/2026 reclassifica as três unidades como campi, alterando sua tipologia institucional e abrindo novas possibilidades de funcionamento.
Para o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), que há mais de 15 anos atua na Comissão de Educação da Câmara e luta pela expansão da rede federal no Paraná, a medida representa segurança para as instituições. “Isso aqui é segurança para quem está lá dentro e oportunidade para quem está fora esperando uma vaga. Esses campi deixam de viver na dúvida e passam a ter base sólida para crescer”, afirmou.
A mudança de tipologia permite dobrar a capacidade de pessoal – de até 20 para 40 professores e de 13 para 26 técnicos administrativos – além de ampliar a autonomia das unidades. Na prática, isso significa mais cursos, mais vagas e maior capacidade de resposta às demandas regionais.
No campus de Quedas do Iguaçu, por exemplo, o impacto é imediato. A unidade já vinha em expansão, com crescimento de 38%, abertura de curso superior e obras em andamento, como um ginásio e um refeitório, mas esbarrava nos limites da antiga tipologia.
Com a nova medida, esses entraves começam a cair. A possibilidade de ampliar o quadro de servidores deve destravar projetos que antes dependiam de autorizações excepcionais. Além disso, a expectativa é de fortalecimento da estrutura administrativa, com mais cargos de direção e funções gratificadas, fundamentais para o funcionamento interno dos campi.
Zeca Dirceu destaca que a conquista é resultado de uma construção coletiva, mas também de um compromisso do governo Lula com a expansão do IFPR e da educação pública de qualidade. “A gente acompanha essa pauta há muitos anos, junto com os servidores, estudantes e a reitoria. Não é algo que acontece de um dia para o outro. É insistência, é compromisso do presidente Lula, é diálogo com o MEC, é defender o interior como prioridade”, disse.
O reitor do IFPR, Adriano Willian da Silva Viana Pereira, também reforçou o caráter estratégico da medida e o compromisso com a próxima etapa: garantir que as vagas de servidores previstas cheguem rapidamente às unidades, permitindo a ampliação efetiva da oferta de ensino.
“Esse trabalho é fruto de um esforço coletivo dessas unidades, da reitoria e de todo o IFPR, que comemora esse importante sonho, sonhado por todos e que hoje se concretiza. Agora, nós vamos trabalhar profundamente e com bastante empenho para que as vagas referentes a esses cargos de técnicos e de professores venham o mais rapidamente possível”, afirmou o reitor.
Mais do que uma formalidade, a mudança consolida o papel dos campi como polos de desenvolvimento regional. Em cidades onde o acesso ao ensino técnico e superior ainda é limitado, o fortalecimento do IFPR significa não apenas formação profissional, mas circulação de conhecimento, geração de oportunidades e fixação de jovens no território.
Para Zeca, o trabalho continua. “Agora é garantir que essa estrutura saia do papel, que os professores e técnicos cheguem e que esses campi cresçam como a gente sempre defendeu. E já estamos de olho nos próximos, porque o Paraná ainda pode avançar mais”, completou.