Quinta, 14 de Maio de 2026
11°C 21°C
Marechal Cândido Rondon, PR
Publicidade

STF julga validade de lei da igualdade salarial entre homem e mulher

Sessão desta quarta-feira foi dedicada às sustentações das partes

Por: Redação Fonte: Agência Brasil
14/05/2026 às 08h13
STF julga validade de lei da igualdade salarial entre homem e mulher
© CNI/Miguel Ângelo/Direitos reservados

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta quinta-feira (13) o julgamento sobre a constitucionalidade da lei que garantiu igualdade salarial entre homens e mulheres.

O plenário analisa três ações: uma ação declaratória de constitucionalidade (ADC), protocolada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) para garantir a aplicação da lei, e duas ações diretas de inconstitucionalidade (ADI), impetradas pela Confederação Nacional de Indústria (CNI) e o Partido Novo contra a norma.

A sessão de hoje foi dedicada às sustentações das partes envolvidas nos processos. Os votos dos ministros serão proferidos na sessão desta quinta-feira (14).

Em julho de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 14.611 para obrigar as empresas a garantir a igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função.

A norma alterou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para definir que as empresas deverão pagar multa de dez vezes o valor do salário em caso de discriminação por motivo de sexo, raça, etnia, origem ou idade.

Além disso, a lei determina a divulgação semestral de relatórios de transparência salarial por empresas com mais de 100 empregados.

Sustentações

A advogada Camila Dias Lopes, representante do Instituto Nós por Elas, argumentou que as ações contra a lei são equivocadas.

Segundo Camila, a obrigatoriedade de divulgação de relatórios de transparência salarial e a possibilidade de punição das empresas são ferramentas necessárias para concretizar os direitos fundamentais de igualdade e de não discriminação entre homens e mulheres.

"É inconcebível que mulheres recebam 20% em média a menos que homens exercendo a mesma função. É inconcebível que esta Suprema Corte, em pleno 2026, seja provocada a afirmar o óbvio", afirmou.

Mádila Barros de Lima, advogada da Central Única dos Trabalhadores (CUT), disse que a desigualdade não é acidental e se perpetua pela história. Ela ressaltou que as desigualdades enfrentadas pelas mulheres produzem efeitos no mercado de trabalho.

"Assim como as mulheres negras, outras mulheres enfrentam diariamente os atravessamentos do machismo, do etarismo, do capacitismo. Esses problemas refletem diretamente sobre as remunerações, oportunidades e sobre os sonhos", completou. 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Marechal Cândido Rondon, PR
16°
Tempo nublado
Mín. 11° Máx. 21°
15° Sensação
2.19 km/h Vento
62% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
07h04 Nascer do sol
18h01 Pôr do sol
Sexta
20° 15°
Sábado
22° 15°
Domingo
19° 17°
Segunda
17° 12°
Terça
18°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,01 +0,03%
Euro
R$ 5,87 +0,06%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 421,698,61 +0,00%
Ibovespa
177,098,30 pts -1.8%
Publicidade
Publicidade
Enquete
...
...
Lenium - Criar site de notícias