Um tripé de pioneiria (construções feitas pelos escoteiros com elementos da natureza para dar maior conforto em acampamentos) se ergue como uma estrutura forte e versátil. No escotismo, aprendemos que essa simples construção de madeira e amarras tem inúmeras utilidades: pode servir como base para um fogão, suporte para mochilas ou até mesmo para um abrigo. Mas além de sua função prática, o tripé também nos ensina sobre os fundamentos do escotismo: Deus, Pátria e Próximo.
Assim como um tripé bem construído garante estabilidade e funcionalidade, o Escotismo se sustenta nesses três pilares. Se um deles faltar, toda a estrutura perde equilíbrio. Vamos refletir sobre isso.
No Escotismo, Deus é a primeira estaca fincada no solo, o pilar que dá sentido e direção ao Movimento. Baden-Powell dizia:
"Cumprir com seu dever para com Deus significa nunca esquecer dele, e tê-lo presente em cada um de seus atos."
A espiritualidade no Escotismo não se trata de palavras vazias, mas de um compromisso diário. Não importa a religião, o que importa é que o escoteiro compreenda que há algo maior do que ele, que guie suas ações com valores de bondade, respeito e justiça.
Um tripé de pioneiria mal fixado no solo corre o risco de tombar. Da mesma forma, um escoteiro que não busca viver sua fé – qualquer que seja a sua forma de expressão – pode se sentir perdido. A fé nos dá equilíbrio.
O segundo pilar do tripé do Escotismo é a Pátria. Baden-Powell nos lembra que o verdadeiro patriotismo não é apenas orgulho nacional, mas responsabilidade e ação. Ele dizia:
"Minha Pátria antes de mim, deve ser o seu lema."
Ser escoteiro é servir ao país de forma ativa: respeitando as leis, ajudando a comunidade, cuidando do meio ambiente e praticando a cidadania. O patriotismo escoteiro não é apenas cantar o hino, mas sim fazer algo de concreto para melhorar o lugar onde vivemos.
No tripé, se a amarra não for bem feita, a estrutura se desestabiliza. Da mesma forma, se os escoteiros deixassem de se preocupar com sua pátria e sua comunidade, o movimento escoteiro perderia o seu propósito. Muito além de ser uma pessoa boa, um escoteiro deve ser um construtor do bem.
O terceiro pilar do tripé escoteiro é o Próximo. No escotismo, aprendemos que ajudar os outros em toda e qualquer ocasião não é apenas uma frase decorada, mas um compromisso real. Como dizia B-P:
"O caminho para se conseguir a felicidade é fazendo as outras pessoas felizes."
O tripé, quando montado corretamente, pode ser um apoio para diversas situações – da mesma forma, um escoteiro deve ser um suporte para os que dele precisam. O serviço ao próximo revela o propósito da nossa missão da nossa breve caminhada nesta terra, e traz alegria em que pratica o amor altruísta ao próximo.
Assim como as amarras mantêm o tripé firme, a amizade e o espírito de equipe mantém os escoteiros unidos. Se deixarmos de olhar para o próximo com empatia e generosidade, o tripé do Escotismo se desfaz. Lemas utilizados pelos escoteiros como “Um por todos, e todos por um” e “O mais forte protege o mais fraco” representam este princípio tão importante.
Deveres para com Deus, a Pátria e o Próximo são os três pilares que sustentam nossa Promessa Escoteira. Um escoteiro verdadeiramente comprometido é como um tripé bem construído, forte e equilibrado, pronto para enfrentar desafios e apoiar aqueles que dele precisam.
Baden-Powell nos deixou um legado de sabedoria, e se há algo que podemos aprender com ele é que:
"Procurem deixar esse mundo um pouco melhor do que encontraram."
Assim como um tripé de pioneiria pode ser adaptado para várias funções, o Escotismo deve ser flexível e inovador, mas sem nunca perder sua base. Que cada um de nós, escoteiros e chefes, fortaleça esse tripé e siga sempre alerta para servir!
Sempre Alerta para Servir!
Mín. 21° Máx. 30°