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Ultrassom morfológico passa a ser ofertado a 100% das gestantes atendidas no Paraná

Iniciativa é um avanço significativo, uma vez que este exame específico não faz parte da tabela de procedimentos do Ministério da Saúde. Para garantir o acesso, o Governo do Paraná investirá anualmente cerca de R$ 15 milhões em recursos próprios. Equipamento funciona como um check-up detalhado do bebê e acompanhamento preciso do desenvolvimento da criança.

Por: Redação Fonte: AEN
07/04/2026 às 10h48
Ultrassom morfológico passa a ser ofertado a 100% das gestantes atendidas no Paraná
Ultrassom morfológico passa a ser ofertado a 100% das gestantes paranaenses atendidas pelo SU Foto: SESA

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), anunciou uma nova medida para as gestantes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná: a universalização do exame de ultrassom morfológico. A partir de agora, 100% das gestantes atendidas pelo SUS nos 399 municípios do Estado terão direito ao procedimento de forma gratuita.

A iniciativa é um avanço significativo, uma vez que este exame específico não faz parte da tabela de procedimentos padrão do Ministério da Saúde. Para garantir o acesso, o Governo do Paraná investirá anualmente cerca de R$ 15 milhões em recursos próprios.

"Essa estratégia permite antecipar riscos e proporcionar um cuidado muito mais preciso e humanizado para as famílias paranaenses. É um reforço importante para a  Linha de Cuidado Materno Infantil, que foca na assistência integral desde o pré-natal, parto e puerpério e garante suporte especializado visando saúde e bem-estar para mamães e bebês”, enfatiza o secretário estadual da Saúde, César Neves.

Diferente da ultrassonografia comum, a morfológica deve ser realizada preferencialmente entre a 20ª e a 24ª semana de gestação. Ela funciona como um check-up detalhado do bebê, permitindo uma avaliação anatômica minuciosa da formação de órgãos vitais como coração, cérebro e rins e, ainda faz um acompanhamento bastante preciso do desenvolvimento e crescimento da criança.

O exame também é importante para a saúde materna, pois permite uma avaliação da posição e da circulação sanguínea na placenta, prevenindo complicações para a mãe.

 

REDUÇÃO DA MORTALIDADE – O principal objetivo da Sesa com esse investimento é a redução da morbimortalidade materna e infantil. Ao identificar malformações ou condições de risco precocemente, é possível encaminhar a gestante para tratamentos de alta complexidade em tempo oportuno.

Atualmente, o Paraná já custeia procedimentos cirúrgicos intrauterinos avançados, que são executados no Complexo do Hospital de Clínicas (CHC) da UFPR, com repasse anual de R$ 864 mil.

Com o novo exame garantido a todas as gestantes, problemas como a mielomeningocele e a síndrome de transfusão feto-feto podem ser corrigidos antes mesmo do nascimento, aumentando significativamente as chances de saúde do bebê.

 

BATE-BATE CORAÇÃO – O diagnóstico precoce das condições fetais proporcionado pelo ultrassom morfológico será fundamental também para antecipar assistência para recém-nascidos com cardiopatia congênita, dentro do projeto Bate-Bate Coração, que é uma iniciativa da Sesa em parceria com o Hospital Pequeno Príncipe (HPP). Neste projeto, por meio de tecnologia interativa equipes médicas de diferentes regiões discutem casos em tempo real com especialistas do HPP que é referência nacional em cardiologia  pediátrica. O aporte no Bate-Bate Coração será de R$ 3 milhões.

LINHA DE CUIDADO MATERNO-INFANTIL – A oferta da ultrassonografia morfológica reforça ainda o protagonismo do Paraná na Atenção Primária à Saúde (APS). Pelo sexto ano consecutivo, o Estado lidera o ranking nacional de gestantes que realizam sete ou mais consultas de pré-natal.

Essas ações fazem parte dos atendimentos ofertados pela Sesa dentro da Linha de Cuidado Materno Infantil, que trabalha para a captação precoce da gestante (até 12 semanas de gestação); estratificação de risco da gestação; acompanhamento no pré-natal, e a garantia de exames e atendimento na Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) para as gestantes de risco intermediário e alto risco; vinculação da gestante ao hospital de referência e atenção ao parto, conforme risco gestacional; atenção ao puerpério e atendimento ao recém-nascido; planejamento sexual e reprodutivo, e promoção à saúde.

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