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Colégio indígena de Nova Laranjeiras vai representar o Paraná em evento nacional

O reconhecimento é resultado do desenvolvimento de práticas alinhadas às diretrizes do programa do Ministério da Educação, que incentiva propostas pedagógicas conectadas ao perfil e às necessidades dos estudantes.

Por: Redação Fonte: AEN
08/05/2026 às 10h02
Colégio indígena de Nova Laranjeiras vai representar o Paraná em evento nacional
Foto: SEED

O Colégio Estadual Indígena Feg-Prag Fernandes, localizado na Terra Indígena Rio das Cobras, em Nova Laranjeiras, no Centro-Sul do Paraná, será destaque nacional em um webinário do programa Ensino Médio Mais, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), que reconhece propostas pedagógicas inovadoras de todo o país e coloca em evidência iniciativas educacionais que vêm transformando realidades e fortalecendo a aprendizagem. O evento acontece nos dias 8 e 9 de junho, em Brasília.

O reconhecimento é resultado do desenvolvimento de práticas alinhadas às diretrizes do programa do MEC, que incentiva propostas pedagógicas conectadas ao perfil e às necessidades dos estudantes. Entre os principais eixos estão a garantia do direito à aprendizagem, a equidade no acesso e permanência na escola, o fortalecimento da trajetória escolar dos alunos e o desenvolvimento integral dos estudantes. 

As propostas foram avaliadas por uma comissão especializada durante o processo seletivo do programa, que teve início em 2025 e cujo resultado final foi divulgado pelo MEC, no último mês, por meio do Edital nº 6/2025. Os projetos selecionados levaram em consideração critérios técnicos e pedagógicos definidos pelo Comitê de Monitoramento e Avaliação do Ensino Médio, considerando especialmente o impacto na permanência dos estudantes e na melhoria de suas trajetórias escolares.

No Paraná, cinco instituições tiveram suas propostas selecionadas. Entre elas, o Colégio Estadual Indígena Feg-Prag, os Colégios Estaduais Presidente Kennedy (Ivaiporã), Helena Kolody (Maringá), Quilombola Maria Joana Ferreira (Pato Branco) e Paulo Leminski (Curitiba). 

“Esse resultado demonstra a força e a qualidade da educação pública do Paraná. O Colégio Estadual Indígena Feg-Prag Fernandes é um exemplo de como práticas pedagógicas bem estruturadas, que respeitam a identidade cultural e a realidade local, podem alcançar excelência. É um reconhecimento importante, que valoriza não apenas a escola, mas toda a comunidade escolar envolvida”, disse o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.

Em 2024, o colégio foi contemplado com o Programa Ensino Médio Mais, instituído pela Portaria nº 652, de 11 de julho de 2024, do Fundo Nacional de Desenvolvimento Educacional (FNDE). A partir disso, a equipe pedagógica, junto aos professores do ensino médio noturno, desenvolveram uma proposta alinhada ao perfil dos estudantes e à realidade da comunidade, garantindo uma educação de qualidade com valorização da cultura local. 

 

VALORIZAÇÃO DA IDENTIDADE CULTURAL – A proposta do Colégio Estadual Indígena Feg-Prag Fernandes foi desenvolvida a partir de um plano de ação elaborado pelos professores e equipe pedagógica do período noturno, com foco na valorização da cultura indígena Kaingang e no fortalecimento da identidade dos estudantes. Considerando o diferencial da instituição como escola indígena, todas as atividades e materiais pedagógicos foram adaptados à realidade da comunidade, respeitando seus costumes, tradições e saberes ancestrais.

Segundo Rainilda Muller, diretora do colégio, como a unidade possui o diferencial de ser uma escola indígena, todas as ações e materiais pedagógicos são adaptados à realidade da comunidade. A proposta nasceu da compreensão de que a escola exerce um papel fundamental na preservação dos saberes tradicionais, garantindo que os alunos conheçam, valorizem e sintam orgulho de sua origem, cultura e ancestralidade.

“Para a equipe escolar, trabalhar esse conhecimento desde a educação básica é essencial para evitar que tradições, costumes e práticas culturais se percam ao longo das gerações”, afirma a diretora.

Ao todo, o programa contou com seis oficinas temáticas, desenvolvidas em dez encontros que envolveram estudantes do Ensino Médio, professores do período noturno e toda a comunidade local. 

“A primeira oficina abordou a pintura corporal indígena, destacando os significados dos grafismos e a importância simbólica de cada desenho utilizado no corpo. Na sequência, a oficina ‘Conhecimentos Tradicionais e Saberes Ancestrais’ trabalhou o artesanato e a expressão corporal, com atividades de cestaria, cultivo de taquara e confecção de cestos conduzidas por mães da comunidade. Foi uma oportunidade importante para aproximar as famílias da escola”, explica.

Outra ação foi voltada à valorização cultural por meio da confecção de adornos, roupas e vestimentas tradicionais pintadas com grafismos indígenas. O projeto também promoveu um grande evento cultural com participação da comunidade e dos anciãos da aldeia, reforçando a valorização da língua indígena e da oralidade. Em outro encontro, os mais velhos compartilharam conhecimentos sobre medicinas naturais e práticas ancestrais de cuidado. 

 

“Quando os mais velhos compartilham seus saberes sobre medicinas naturais, costumes e práticas ancestrais, eles também estão transmitindo pertencimento, memória e orgulho cultural para as novas gerações”, acrescenta a diretora.

Por fim, as oficinas voltadas ao meio ambiente proporcionaram caminhadas pela mata, atividades em hortas e vivências dentro da aldeia, fortalecendo a conexão dos estudantes com o território e os saberes tradicionais relacionados à natureza.

O encerramento aconteceu com uma celebração coletiva marcada pela preparação de comidas típicas e a exposição de todos os materiais produzidos ao longo das oficinas, reunindo estudantes, professores, famílias e comunidade em um momento de troca, pertencimento e fortalecimento cultural.

Para Leidiane Muvensa Bernardo, 17 anos, estudante do 3° ano do ensino médio noturno, o reconhecimento nacional conquistado a partir das iniciativas desenvolvidas na escola foi uma surpresa. Ela foi uma das estudantes escolhidas para ir até Brasília com a diretora, representando o colégio. “Estou muito feliz, acho que vai ser uma experiência muito boa. Feliz também por ter sido escolhida para representar a nossa escola e poder contar como surgiu esse projeto e como impactou a relação entre a comunidade e a nossa escola. Vai ser ótimo”, afirma.

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